Durante este ano, a região Nordeste foi a que mais avançou na implantação de infraestrutura para a internet de alta velocidade. Foram 300 municípios que ganharam rede de fibra ótica nos estados de Alagoas, Sergipe, Bahia, Pernambuco e Tocantins (este, na região Norte).

No entanto, ainda existem muitas cidades que enfrentam problemas de falta de estrutura, conforme os dados da Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações, principalmente nos estados do Piauí, Rio Grande do Norte, Amazonas e Minas Gerais.

Infelizmente o Brasil ainda possui uma grande demanda reprimida no acesso à internet de alta velocidade. Conforme levantamento do Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, existem pelo menos 11,6 milhões de domicílios à espera de acesso ao mundo virtual.

Atualmente, existem 39,1 milhões de residência com acesso à internet banda larga fixa, 3G ou 4G na telefonia móvel. Havendo maiores investimentos, deverão ser incluídos mais 6 milhões de domicílios nos próximos anos.

O Brasil possui em seu território 5.570 municípios. Desse total, 3.452 já dispõem de fibra ótica, enquanto que 2.086 acessam a internet via rádio e 32 deles são atendidos via satélite, de acordo com as operadoras de serviços de telecomunicações.

Embora todos sejam atendidos, a maior parte das cidades possui apenas velocidades mais baixas, entre 2 e 10 Mbps.

Ampliação da internet de alta velocidade

A meta do governo pretende garantir em até dez anos todos os municípios com internet de banda larga, através de provedores regionais, de operadoras ou de ONGs, usando todos os tipos de tecnologia disponíveis.

Nas regiões onde ainda não estão instaladas fibras óticas, são os provedores regionais que oferecem o serviço que é responsabilidade das grandes empresas. É isso o que acontece, por exemplo, nas regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste e nas periferias de grandes cidades, como o extremo sul da região metropolitana de São Paulo.

De acordo com os dados da Anatel, foram 3.300 as empresas que informaram seus números de assinantes na prestação de serviços de internet em outubro. Hoje, são 9.600 empresas cadastradas na agência para oferecer esse serviço.

Os provedores regionais, de forma geral, atendem cidades com poucos habitantes e, no primeiro momento, instalam a internet via rádio, fazendo depois a migração para a fibra ótica.

Esse segmento é formado por 80% de empresas de pequeno e médio porte, e vem crescendo ao ritmo de 10 a 15% ao ano, movimentando pelo menos R$ 5 bilhões na economia, de acordo com a Abrint – Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações.

As regiões mais remotas ainda são atendidas via rádio, tendo havido, nos últimos anos, intensa migração para a fibra ótica. Essas empresas investem seus próprios recursos para poder atender seus clientes, tendo o limite da falta de financiamento.

De acordo com a Abrint, as instituições bancárias aceitam um caminhão, por exemplo, como garantia para conceder um financiamento, mas não aceitam equipamentos de internet ou mesmo a própria rede.

O grande problema para essas empresas é a zona rural, que impossibilita o uso de fibra ótica, pelo menos até o momento, sendo esse o maior objetivo dessas empresas para oferecer internet de alta velocidade para todo o território nacional.

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