No mês de agosto de 2017 uma nova operação, que implementa novos cabos submarinos interligando o Brasil a outros continentes, começou a acontecer. A intenção é que, desde o mês de agosto, até 2019, tenha oito novos cabos em funcionamento.

Com a implementação desses cabos, a capacidade de tráfego na internet irá dobrar e melhorar muito, particularmente se comparado com o cenário atual, com apenas seis cabos.

O primeiro a ser inserido é o Seabras-1 que conta com seis pares de fibras e uma capacidade de 72Tbps. Esse cabo foi desenvolvido por uma empresa chamada Seaborn Network. Além do desenvolvimento desse novo cabo, essa empresa também conecta São Paulo a Nova York.

O próximo cabo será o Monet, a sua instalação está programada para o último trimestre do ano de 2017.

Existe um cabo que já está instalado e logo começará a operar. Ele se chama júnior, é um cabo do Google e está ligado entre a Praia Grande, que fica no estado de São Paulo, ao Rio de Janeiro.

A empresa Padtec forneceu toda a infraestrutura óptica, tanto terrestre quanto submarina, para a instalação deste cabo.

 

Como é a capacidade desses cabos?

 Se somar a capacidade dos cabos internacionais que foram ativados neste ano de 2017, o resultado é de 226 terabits por segundo. No ano de 2018 terá a instalação dos SACS, o ARBR e o BRUSA que quando somados adicionarão mais 196 terabits por segundos à capacidade de tráfego da rede brasileira.

Entre o ano de 2017 até 2019 serão ao todo mais 526 terabits de capacidade. Para que fique mais fácil de entender o que isso significa, , o último cabo instalado entre a América Latina e os Estados Unidos foi no ano de 2014, o América Móvil Submarine Cable, que tem a capacidade 190 Gbps (isso mesmo, Gigabits e não Terabits).

 

Como é o aumento de novos cabos?

 A demanda de aumento de novos cabos é grande e é global, ela acompanha todo o tráfego de IP. É por meio desses cabos que grande parte dos dados internacionais da internet trafega.

Claro que uma parte também trafega via satélite, mas a maior parte é via cabos submarinos.

De acordo com um posicionamento da empresa Cisco, a quantidade de bytes trafegando na rede daqui há uns cinco anos, será três vezes maior. Por exemplo, atualmente o consumo da internet através de redes IP ou privadas, que são de bancos e provedores, são de 13 GB por mês para cada pessoa conectada à internet.

No ano de 2021 esse valor aumentará para 35 GB por mês, isso significa que o tráfego global será de 3,3 zettabytes por ano.

 

O investimento maior acontece na América Latina

 Um levantamento feito pela Telegeography aponta que todas as rotas de cabos submersos tiveram pelo menos um novo cabo instalado entre os anos de 2015 e 2016.

Em todo o mundo foram entregues 13 cabos submersos, através de um investimento de 2,5 bilhões de dólares. Para a América Latina, os próximos anos serão os de maior investimento em construção de novos cabos submersos, pois a demanda cresceu muito nesta região.

Aliás, veja aqui o mapa de com todos os cabos submarinos do mundo: https://www.submarinecablemap.com/

A instalação de novos cabos trará considerável melhoria para a internet nessas regiões.

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